domingo, 19 de outubro de 2008

Eu

Porque a vida-vidinha nos leva
e apenas aqui fica a nossa projecção,
o meus melhores momentos são, afinal,
os que chegam quando já não estou:
quando sem te sentir aproximar
me tapas os olhos e vais perguntar
quem é. Mas não tens tempo. Antes disso,
rajadas, relâmpagos, e trovões,
engolem-me. Engolem a minha boca
e o teu nome. Fica-te a chuva nas mãos.

4 comentários:

Olinda disse...

"eu" é mesmo bonita: eu de tu, claro. :-)

Trolha disse...

Vocês as duas entendem-se tão bem! Casainde-vos, pá!
Olhainde, não entendi nada deste criptógrafo.
Bjs às duas

lenor disse...

Trolha, não podes ser inteligente para tudo que eu também não sou e não és melhor que eu.
As primeiras duas linhas querem dizer que a vidinha nos distrai porque temos que nos concentrar e entregar a ela se não quisermos candidatar-nos ao fundo de reinserção social ou andar na terapia familiar.
O que se segue, é apenas a agradável surpresa que é de se ter alguém nos resgata para o prazer e para o amor. (chuva=molhado, ou de lágrimas de felicidade ou do outro molhado que não preciso explicar-te)

Olinda disse...

:-) ainda não percebi bem quantas vezes e com quantos tu queres que eu case, joão. :-)

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